Ânima Cia de Dança

A  Ânima Cia de Dança foi fundada no ano de 1991, no momento em que a coreógrafa Eva Schul retornou a Porto Alegre. São 22 anos de trabalho no cenário das Artes Cênicas no Estado do RS, Brasil e Exterior. A primeira apresentação se deu no ano de sua fundação, no teatro Cacilda Becker/RJ, dentro do projeto “Olhar Contemporâneo da Dança”.

Em seguida foi convidada a participar, no mesmo ano, do 1° Congresso de Dança de Santos. A Ânima Cia de Dança tem apresentado seus trabalhos em diversas mostras e eventos como Semana de Dança Gaúcha (SP); Oficina Internacional da Dança (Salvador); I Encuentro de Danza de Montevidéo (Uruguai); Caminhos do Prata (Uruguai); Mostra de Dança de Florianópolis (SC); Dança Sul, Dança Alegre Alegrete, Dança Cruz Alta, Porto Alegre em Cena, Conesul Dança, Dançar e Viradança, Compasso Abraça Dom Pedrito,(RS); Feminino em Dança, Terças da Dança (SP); Festival do Recife; Festival do Triângulo (MG); Panorana Sesi de Dança (SP), entre outros.

Em 2002, a companhia estreou o espetáculo “Catch ou como segurar um instante”, trabalho baseado no experimento do equilíbrio e desequilíbrio. Os intérpretes retratavam as oscilações das diferentes formas de apoios que os corpos são capazes de adquirir, de forma solitária ou se utilizando do suporte de outro corpo em estado semelhante. A busca era por passagens de posições descentralizadas para outras também descentralizadas, que através da fluidez não permitam a queda, e sim a descoberta de outros pontos onde se agarrar, em busca de uma recentralização. O espetáculo se manteve no repertório da companhia até 2005, quando foi contemplado com o Prêmio Funarte de circulação regional Sul e Sudeste. No ano de 2010, foi recriado com novo elenco, como parte do projeto Dar Carne à Memória.

No ano de 2003, foi a vez da montagem A Salamanca do Jarau, baseada na obra de Simões Lopes Neto. A trilha composta por Luís Cosme foi executada pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, como uma celebração da cultura regional e das lendas do Sul.

Em 2006, estreou Na quina do Tempo, uma pesquisa sobre a distensão do tempo no corpo, a variação orgânica provocada pelas mudanças temporais e a função respiratória no ciclo entre vidas e mortes presumidas. A obra discutia a depressão como humanidade restante no mundo midiático das super ofertas de prazer total imediato.

Em 2008 teve lugar o projeto Tão longe, tão perto, tão perto, TÃO…, cujo processo de pesquisa foi compartilhado com o público através da performance 1,2,3. O tempo continuava em foco, acompanhado do mote da distância, que esteve intrinsecamente ligado ao processo de construção da performance cênica. Eva Schul dirigiu as bailarinas à distância, morando em outra cidade, comunicando-se remotamente.

O projeto Dar Carne à Memória trouxe, no ano de 2010, a remontagem de obras históricas de Eva Schul. Um elenco de jovens bailarinos passou pela experiência de viver no próprio corpo um pouco da história do trabalho da coreógrafa, remontando obras representativas de períodos diferentes.

Há 20 anos em Porto Alegre, orientando, criando, fomentando e formando novos criadores, Eva Schul e a Ânima Companhia de Dança engendram um ambiente que tem permitido o surgimento e o amadurecimento de artistas cujas obras, ações e projetos vêm se constituindo em novos marcos referenciais para a dança contemporânea. É o caso de Eduardo Severino, Tatiana Rosa, Cibele Sastre, Luciano Tavares, Viviane Lencina, Suzane Weber, Luciana Paludo e Mônica Dantas.

A  Ânima Cia de Dança faz parte do Coletivo de Artistas em Colaboração da Sala 209 na Usina do Gasômetro. O coletivo de dança é um movimento que vem se formando desde 2005 com o inicio do projeto Usina das Artes da Prefeitura de Porto Alegre. Iniciou de maneira informal, por afinidades artísticas, na sala 504 sob gestão da Eduardo Severino Cia. de Dança. Ali se iniciou a “Mostra Movimento e Palavra”, idealizada por Severino, que integrou artistas para discutir e mostrar seus processos criativos. Começa a ter forma um grupo colaborativo com mesmas afinidades artísticas. No decorrer dos dois últimos anos, a Eduardo Severino Cia. de Dança, de Eduardo Severino e Luciano Tavares, e Grupo Tato, com direção de Fernanda Carvalho Leite, assumiram a gestão da Sala 209.

O Coletivo de Dança da Sala 209, no ano de 2009, foi homenageado com o IV Prêmio Joaquim Felizardo, como destaque em mídias culturais, reconhecendo a importância do coletivo na cena de Porto Alegre.

Premiações: Troféu SATED/93; Troféu SCALP/93 e 94; indicações ao Troféu Mambembe 95 e Açorianos 95. Prêmio Estímulo da Funarte pelo conjunto da obra 95; indicação ao Prêmio Açorianos 2000 por melhor coreografia, melhor espetáculo e melhor bailarino com o espetáculo “De Um A Cinco”; e Prêmio Estímulo Circulação Funarte-MINC 2001 com o espetáculo “Relações e De Um A Cinco”. Participou da Caravana Funarte de circulação regional Sudeste e Sul com o Projeto “Catch ou como segurar um instante”, em Janeiro de 2005; indicações ao Prêmio Açorianos 2007 de melhor bailarina com o espetáculo “ Na Quina do Tempo”; Prêmio Açorianos 2007 de melhor coreografia com espetáculo “Na Quina do Tempo”; Prêmio Funarte Klauss Vianna/2009 para montagem do espetáculo       “Dar Carne à Memória I e II”; Indicação ao Prêmio Açorianos 2010 de melhor bailarina e bailarino pelo espetáculo “Dar Carne à Memória I e II”;  Prêmio Açorianos 2010 de melhor coreografia e melhor espetáculo “Dar Carne à Memória II”; Prêmio Braskem de melhor bailarino “Porto Alegre em Cena 2010”; em 2011 FUMPROARTE para Montagem do Vestido como Parece – A brasilidade em Nelson Rodrigues”, e em 2011 – Prêmio Funarte de circulação – Klauss Vianna de Dança com o espetáculo “Tão longe, tão perto, tão perto, TÃO…”.

Cronologia dos espetáculos da companhia:

1991 – Estórias para surdos

1993 – O Convidado

1993 – Fio Partido

1993 – Ser Animal

1994 – Caixa de Ilusões

1994 – Tons

1995 – Discreto Charme

1997 – Dança da Dúvida

2001 – De um a cinco

2002 – Salamanca do Jarau

2002 – Catch ou como segurar um instante

2006 – Na quina do tempo

2008 – Tão longe, tão perto, tão perto, TÃO…

2010 – Dar Carne à Memória I e II

2011 -  Remontagem Tão longe, tão perto, tão perto, TÃO… e De um a cinco

2012 – Vestido como Parece – A Brasilidade em Nelson Rodrigues

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>